Proposta 03

Sem maconha não tem clima: o cânhamo na recuperação ambiental de Minas

O clima em Minas já mudou

A crise climática mundial já é evidente aqui. Em 2023, Belo Horizonte foi a capital brasileira que mais esquentou. Naquele ano, 19 das 20 cidades do país com os maiores aumentos de temperatura eram mineiras, segundo o Cemaden, órgão federal de monitoramento de desastres.

E não é acaso. BH, que já foi a Cidade Jardim, tem apenas 15% do território coberto por áreas verdes, segundo dados de 2024. Menos árvores, mais calor.

No interior, as secas de 2023 e 2024 fizeram centenas de cursos d'água secarem no Norte de Minas, deixando cerca de 20 mil famílias sem acesso à água. Na Estrada Real, a Cachoeira do Bom Despacho baixou a um nível nunca visto. O gatilho foi o El Niño, um fenômeno natural que se intensifica cada vez mais pela ação humana.

O que sentimos agora não é só o clima: é resultado da ação humana.

O problema não é só o calor

Minas carrega no nome a sua história. Séculos de exploração do território geraram renda, mas também deixaram áreas degradadas e solos que precisam de recuperação.

O impacto se acumula: serras e rios afetados pela mineração, além de áreas desmatadas pela expansão urbana e agropecuária. Recuperar tudo isso é trabalho de décadas. E a ciência já aponta a maconha como aliada.

Como a maconha pode ajudar o solo?

Recuperar solos degradados com cânhamo é uma solução já testada, com potencial pra Minas.

O cânhamo é a variedade industrial da cannabis, sem efeito psicoativo. A ciência o reconhece como planta fitorremediadora: suas raízes absorvem metais pesados do solo, como chumbo, cádmio e zinco.

A técnica já foi aplicada na descontaminação do entorno de Chernobyl, na Ucrânia, e em regiões industriais como Taranto, na Itália. Uma revisão publicada na Revista Brasileira de Cannabis em 2025 mostra que o cânhamo é eficiente para recuperar solos tropicais, como os de Minas.

A mesma planta que trata doenças pode cuidar do solo.

Sem maconha não tem clima: plantar pra recuperar

Para recuperar solos degradados, Dário propõe uma política pública inovadora: um projeto piloto de fitorremediação com cânhamo em áreas degradadas de Minas, como Mariana, Brumadinho e o entorno do quadrilátero ferrífero.

A planta que é remédio pode limpar o solo e, ao mesmo tempo, gerar economia verde, com renda e emprego ligados ao cultivo e ao aproveitamento da fibra.

Além de recuperar, é preciso proteger o que resta. Por isso a pauta ambiental de Dário também inclui:

  • Proteger as áreas verdes ameaçadas de BH, como a Mata do Jardim América e a Mata do Planalto, transformando-as em parques pra população;
  • Rever os critérios de corte de árvores e criar uma política ativa de arborização urbana contra as ilhas de calor;
  • Proteger nascentes e cursos d'água, garantindo acesso à água potável no estado.

Sem maconha não tem clima, não tem saúde, não tem futuro. Em 2026, aposte na maconha: vote Dário 5042 para Deputado Federal.

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