Proposta 07

Cultura verde e livre: juventude, cultura e liberdade

A maconha não é o problema. É a desculpa usada para criminalizar a cultura de rua, periférica e preta.

Hip-hop, funk, reggae, música eletrônica, skate: são movimentos de juventude, na maioria periféricos, que a polícia trata como suspeitos por associação. Baile de rua, roda de reggae, rave em sítio, pista de skate na praça. Em todo canto, a mesma lógica antidrogas vira pretexto para criminalizar jeitos de viver. Dário é parceiro dessas cenas, não fiscal delas.

O padrão se repete

Quem frequenta a cena sabe: é frequente ver festas eletrônicas fechadas em nome do "combate às drogas"; rodas de reggae virando ocorrências policiais; skatistas revistados na praça, como se o esporte fosse alguma infração.

Na cena do funk, a situação é ainda mais complexa: em agosto de 2025, por exemplo, a PMMG realizou uma operação mirando os bailes da avenida Guarapari, na região da Pampulha. Em resposta às reclamações de moradores sobre barulho, brigas e insegurança, foi montada uma ocupação policial 24 horas, sem nenhuma política cultural para a juventude.

E a lógica não se aplica somente a abordagens policiais, mas também às instâncias políticas. Em 2025, começou a tramitar em Belo Horizonte o projeto que ficou conhecido como "Lei Anti-Oruam", que atinge diretamente a cultura de rua e periférica, ao criar restrições para a contratação de shows com recursos públicos.

Esses são apenas alguns dos casos em que a cultura de rua é tratada como questão de polícia, e as "soluções" sempre envolvem sufocar a cultura de rua e empurrar a juventude para longe.

E o dinheiro, cadê?

Historicamente, a distribuição dos recursos culturais em Minas é marcada pela concentração territorial: entre 2018 e 2022, 90% dos recursos para o setor foram destinados à região Centro-Sul de Belo Horizonte. Isso significa que quem já tem mais estrutura também concentra mais recursos.

Se na capital é difícil, no interior é pior: faltam espaços, estrutura e políticas públicas pensadas para quem faz cultura na rua. Em cidades como Divinópolis, Itaúna, Nova Serrana e Governador Valadares, artistas e coletivos seguem mantendo a cena viva enquanto o poder público ainda não dá conta de acompanhar essa produção.

Não por acaso, em julho de 2026, MCs, DJs e B-boys foram à Assembleia cobrar políticas de financiamento para o Hip-Hop. A palavra de ordem foi direta: "Ocupar o Orçamento do Estado".

O que o Dário propõe

Dário quer fortalecer as cenas do hip-hop, do funk, do reggae, da música eletrônica e do skate, tanto na capital quanto no interior. A cultura jovem e periférica precisa parar de ser tratada como infração, e é dever do Estado criar condições para que essas cenas ocupem os espaços públicos com segurança. Ao mesmo tempo, ele propõe implantar ações de redução de danos em festas e eventos.

E como Dário quer fazer isso?

  • Editais de cultura de rua contemplando hip-hop, funk, reggae, música eletrônica e skate, com curadoria descentralizada: quem decide é o coletivo local, com cota mínima garantida para municípios fora da Grande BH;
  • Uso simplificado de praças, parques e espaços públicos para eventos de pequeno e médio porte, via convênio estadual, sem exigência burocrática desproporcional ao porte do rolê;
  • Ações de redução de danos oficiais, como testagem de substâncias (drug checking), pontos de hidratação, informação e ambulância nos locais, como contrapartida das autorizações de realização de eventos em espaços públicos.

A cultura se fortalece com edital e informação, não com viatura. Em 2026, aposte na maconha: vote Dário 5042 para Deputado Federal.

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