Proposta 04

Emprego legal: a maconha que já move a economia, mas fora da lei

A maconha já movimenta bilhões no Brasil, mas hoje o dinheiro vai para o crime. Veja como a legalização pode virar emprego, renda e desenvolvimento sustentável.

Só não vê quem não quer

A maconha já é um mercado no Brasil. A diferença para países em que a maconha é legalizada, como Uruguai, Canadá e Alemanha, é que aqui esse mercado opera quase inteiro na ilegalidade.

Esse mercado ilegal movimenta bilhões e oferece produtos de procedência duvidosa, que dependem de meios ilegais para chegar ao consumidor, sem recolher um centavo de impostos. É uma perda em segurança pública e em empregos legais, que poderiam gerar renda para trabalhadores e arrecadação para o Estado.

O que é versus o que poderia ser

O mercado formal da maconha, hoje restrito quase todo a produtos de cannabis medicinal, movimentou cerca de R$1 bilhão em 2025. Com o mercado inteiro regulado, incluindo uso adulto e cânhamo industrial, esse número pode chegar a mais de R$26 bilhões anuais na economia brasileira. Só em arrecadação, estudos apontam potencial de até R$8 bilhões em impostos, recursos que hoje não existem, porque o Estado abre mão de tributar o que já circula.

Pauta do campo: cânhamo rende mais que soja e milho

Isso também é pauta do agro. Segundo estudo do Instituto Escolhas, citado no relatório sobre cânhamo da Embrapa e do Instituto Ficus, o cânhamo industrial tem retorno financeiro superior a culturas tradicionais como algodão, soja, milho e canola. Para o pequeno produtor rural, é uma alternativa de terra mais rentável. E é a chance de o Brasil deixar de importar quase 100% dos derivados de cânhamo que hoje consome, trocando importação por produção e exportação nacional.

Pauta de emprego: até 328 mil postos de trabalho

A maconha também é uma pauta de emprego. Projeções indicam que a regulamentação da cannabis pode gerar cerca de 328 mil empregos formais e informais em toda a cadeia, sendo 226 mil só no cânhamo industrial. Some a isso a pesquisa: universidades como a UFSC já avançam no uso veterinário da planta, e cada passo nessa direção significa mais conhecimento e mais trabalho qualificado dentro do país.

Quem vai lucrar: o crime ou o Brasil?

Os dados já comprovam que a ideia de que a maconha gera emprego não é invenção. Por isso, Dário defende regulamentar um mercado que já existe, mas que hoje financia o crime organizado em vez de gerar carteira assinada. Manter a ilegalidade não impede o consumo, só impede a arrecadação, o emprego formal e a pesquisa.

A pergunta não é se esse mercado vai continuar existindo. É quem vai lucrar com ele: o crime organizado, ou o campo, a cidade e as universidades do Brasil?

E o que Dário quer fazer?

Regular um mercado que já existe, gerando empregos no campo, no comércio, na indústria e na pesquisa.

Em vez de fingir que a maconha não circula, o Estado pode assumir o controle, garantindo produtos seguros, empregos legais e arrecadação para políticas públicas.

Não se trata de criar um mercado do zero, mas sim de tirá-lo das mãos do crime e desenvolvê-lo em prol do bem-estar social.

Como Dário quer tornar isso possível?

  • Linhas de crédito para incentivar a agricultura familiar e cooperativas de produtores rurais a entrarem na cadeia produtiva da cannabis;
  • Fortalecimento da pesquisa nas universidades públicas, destravando estudos sobre cultivo, genética e produção de derivados;
  • Apoio à produção nacional de medicamentos, a partir das associações canábicas já existentes;
  • Regulamentação do comércio de produtos canábicos, oferecendo segurança jurídica a tabacarias, headshops e marcas nacionais;
  • Investimento no cânhamo para a indústria têxtil nacional sustentável.

Legalizar a maconha é gerar empregos e desenvolvimento sustentável. Em 2026, aposte na maconha: vote Dário 5042 para Deputado Federal.

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