Proposta 02

Maconha no postinho: cannabis medicinal pelo SUS

Maconha medicinal existe, funciona e é legal no Brasil. Mas custa caro e não chega a todo mundo que precisa. Para mudar isso, Dário quer garantir os remédios de cannabis no SUS.

Cannabis medicinal já é uma realidade (para alguns)

A cannabis medicinal já é usada no tratamento de diversas condições de saúde: epilepsia refratária, autismo, Parkinson, Alzheimer e sintomas ligados ao câncer, entre outras. A Anvisa liberou a importação em 2015, e desde 2019 alguns desses medicamentos chegaram a farmácias especializadas.

Mesmo regulamentados, os medicamentos não estão ao alcance de todo mundo que precisa: um frasco de óleo pode custar de algumas centenas a mais de 2 mil reais. Segundo levantamento de 2023 da Cannect, uma das maiores plataformas de cannabis medicinal do país, o tratamento mensal gira em torno de R$300, e pode passar de mil reais, nos casos que exigem doses altas.

Ou seja, quem tem dinheiro consegue acesso. E grande parte da população brasileira não está neste grupo.

Os números dizem muito

A procura pela cannabis medicinal no Brasil está crescendo:

A maior barreira continua sendo o preço:

  • Cerca de 40% dos pacientes dependem de produtos importados, comprados em dólar e liberados individualmente.
  • Só 49 produtos estão autorizados para venda em farmácias, contra cerca de 500 liberados para importação.

Em 2026, a Anvisa autorizou pela primeira vez o cultivo de cannabis por empresas em solo brasileiro e a venda em farmácias de manipulação. É um avanço, mas ainda longe de garantir acesso amplo.

A solução? Maconha no postinho

Colocar os derivados de maconha no SUS é garantir saúde para milhões de pessoas. O tratamento não pode ser privilégio de quem tem dinheiro para importar ou pagar caro na farmácia.

Enquanto o remédio estiver nas mãos do mercado, o acesso vai ser para poucos. Como política pública, o acesso amplo é garantido.

Volta Redonda já mostrou que é possível

Volta Redonda (RJ) foi uma das primeiras cidades a oferecer cannabis medicinal pela rede pública.

Centenas de pacientes têm acesso gratuito a tratamentos pra epilepsia refratária, autismo, Parkinson, Alzheimer, dor crônica e esclerose múltipla, com acompanhamento de equipe de saúde e, em muitos casos, entrega em casa.

O caso prova que maconha no SUS cabe no mundo real. Falta tornar o modelo sustentável e aplicável no país inteiro.

E como Dário quer tornar isso possível?

Incluir os medicamentos no SUS de forma sustentável passa por produzir aqui, perto de quem precisa, sem depender de importação. A proposta:

  • Incluir a cannabis no programa Farmácia Viva e levar o modelo pra municípios de Minas Gerais, com produção local de óleos e derivados;
  • Oferecer apoio jurídico às associações de pacientes que já produzem óleo, com habeas corpus que protejam o coletivo em vez de obrigar cada paciente a recorrer sozinho;
  • Capacitar profissionais da rede pública para prescrever derivados de cannabis com segurança;
  • Criar pontes entre associações produtoras e o SUS municipal, usando Volta Redonda como referência.

Garantir maconha medicinal no SUS é tratar saúde como direito, não como privilégio de quem pode pagar. Em 2026, aposte na maconha: vote Dário 5042 para Deputado Federal.

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